segundo - impacto

É como andar debaixo de água estar ali sem ar como se um peso quisesse o nosso lá em baixo a tocar na areia, em tangente como se faltasse o sopro e a brisa e o vento e a corrente como se fosse fácil fechar os olhos ficar. na areia. tocar-lhe e ser também o pó.

4 de setembro de 2007

uma inevitável referência

Há pouca beleza como esta, seja ela como for. Diga ela o que disser e venha ela de onde vier. Parece-me que veio de dentro e por isso a refiro, aqui.

(...) Nada se interpõe nesta frivolidade, neste alegre mas triste ruído, e o avanço até à morte acontece imperturbável, firme no nada que representa, num ambiente festivo mas de sofrimento, semelhante à jubilosa cegueira de um bêbado. Nada se interpõe e poucas almas se iniciam. Este torpor elimina Deus, para os que crêem, e a morte, para todos os outros – e a festa continua, prossegue a indiferença, a ferida não existe, a dor não se eleva! E eu encontrei o rochedo e não sei agora o que ser, porque entre isto e o resto mantenho um enorme intervalo, não sei agora viver porque não posso apenas desfrutar, esquecer, seguir sem espanto (...).

in Cadernos de AF
Publicada por Maria Ana Ferro
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