segundo - impacto

É como andar debaixo de água estar ali sem ar como se um peso quisesse o nosso lá em baixo a tocar na areia, em tangente como se faltasse o sopro e a brisa e o vento e a corrente como se fosse fácil fechar os olhos ficar. na areia. tocar-lhe e ser também o pó.

4 de setembro de 2007

uma inevitável referência

Há pouca beleza como esta, seja ela como for. Diga ela o que disser e venha ela de onde vier. Parece-me que veio de dentro e por isso a refiro, aqui.

(...) Nada se interpõe nesta frivolidade, neste alegre mas triste ruído, e o avanço até à morte acontece imperturbável, firme no nada que representa, num ambiente festivo mas de sofrimento, semelhante à jubilosa cegueira de um bêbado. Nada se interpõe e poucas almas se iniciam. Este torpor elimina Deus, para os que crêem, e a morte, para todos os outros – e a festa continua, prossegue a indiferença, a ferida não existe, a dor não se eleva! E eu encontrei o rochedo e não sei agora o que ser, porque entre isto e o resto mantenho um enorme intervalo, não sei agora viver porque não posso apenas desfrutar, esquecer, seguir sem espanto (...).

in Cadernos de AF
Publicada por Maria Ana Ferro
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no XPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
labels outros blogs

Sem comentários:

Enviar um comentário

Mensagem mais recente Mensagem antiga Página inicial
Subscrever: Enviar feedback (Atom)

coisas faladas

amor (1) artes (5) banalidades (7) citações (1) civilizações (1) coisas boas (3) comunicação (2) dúvidas (2) em seguimento (6) esquizofrenias (3) fim-de-semana (2) o mundo cá de dentro (36) o mundo lá de fora (19) o que perdi (4) opinião (6) outros blogs (1) outros interiores (7) para adoptar (3) para conhecer (6) para rever (1) poesia (16) politiquices (4) recados (7) sonhos sem fundamento (2) to comment (2) vidas (3)

com maior impacto

  • às vezes
    Às vezes esqueço-me de respirar. Será que é só a mim que acontece?
  • A tristeza que volveu
    O puro mudar de expressão Eram sete da manhã e o ar fresco avivava o brilho da água da chuva por toda a parte. A atmosfera mudava e o mar er...
  • 'no impossível'
    O bater da porta. O chiar do rodar da chave, o eco dos meus passos pela sala, o súbito interromper do pensamento. Eu, por subconsciência a i...
  • Não quero viver assim
    Vou começar com um pequeno resumo para que não querer viver assim faça sentido e não choque logo pelas primeiras linhas. O am...
  • (sem nome)
    Porque forças o que vives e te perdes nesse tempo que não sabes censurar? Desaprova-o como um espírito que rompe o disfarce; houve um tempo ...
  • (sem nome)
    O meu lema: Patior ut potiar. Para o presente sinto uma ardente aspiração à luz, para o futuro uma esperança e um temor. Esperança: paz inte...
  • Raul Solnado
    19 de Outubro de 1929 - 8 de Agosto de 2009
  • tanta gente Mariana
    Tanta gente Mariana A verdade cria quezílias fixas. Endoidece. Vive consciente, informada, sabedora! De pensamento contido. Controla. Dirige...
  • injusto é.
    Ao longo da vida, passamos por inúmeras injustiças.  É injusto ser multado quando foram só 5 minutos, é injusto pagar acertos de contas ...
  • Explosão
    NÃo sei bem quem sou... Descobri que consigo julgar e analisar o carácter e a conduta de outrem mas que sou incapaz de penetrar no mistério ...

outros impactos

  • antónio quadros
  • fernanda de castro
  • a natureza do mal
  • a tradução da memória
  • avatares de um desejo
  • da poetica
  • mundo pessoa

«Vinho, Velas e Valquírias» (Poesia)

«Vinho, Velas e Valquírias» (Poesia)
Autora: Maria Ana Ferro / 86 páginas / 1.ª edição: Março 2007 Para receber o livro contacte a editora (daniel.gouveia2@gmail.com) ou directamente a autora (mariaanaferro@gmail.com)

leitores assíduos

Maria Ana Ferro . Todos os direitos reservados.. Tema Simples. Com tecnologia do Blogger.

Site Meter