15 de maio de 2005

As Asas

Plácido o sonho,
O Anjo sem asas
Que se esconde.
Puro demais,
Cansativo
Apaixonante,
E é a alma gritante
Que quer essas asas
Quer ser aquele Anjo
E aparecer
Ser, na vida,
O destino,
Um qualquer.
Ser o grito
Infinito
Ser a voz
E ser mais do que a noite
Ser os momentos,
Bocados de sentimentos.
Poder deixar tudo
Sem medo,
Poder contar o segredo
E ser mais do que um Anjo,
Puro…
E sem asas…

Maria Ana Ferro

3 comentários:

João Garcia Barreto disse...

O poema é lindissimo...

O Micróbio disse...

Já tiraram o sexo aos anjos, mas não lhes tirem as asas... :-)

André Ferreira disse...

Creio que todos num momento ou outro sentimos essa falta de asas, sentimos falta de descolar do chão e voar.

Gostei da forma como exprimiste esse sentimento.