21 de dezembro de 2005

Eu perdoo

Cansei-me. Chega. Chega. Chega.
Os teus passos perderam-se de mim e de nós e a tua voz calou-se sem querer. Foste mais do que és. Foste mais do que és para os dois. Só agora te vejo.
Só agora me vejo. E eu… sou sempre a mulher que nasceu para o que nasceu. Sou sempre uma fraca luz, um resto de água que corre e que se bebe como se existisse em abundância, sou tua, sou minha. Mas não sou nossa nem de todos.
Esqueceste-te. Eu perdoo.
E também me perdoo. Porque este cansaço que criei neste percurso levou-me metade de mim. Mereço-me de volta. Aceito-me de volta. Quero-me de volta.
E recebo-me. Mesmo que tu não me deixes ser minha.

4 comentários:

guardião da cidadela disse...

então fica um bom natal para o blogger deste blog...

Bill disse...

Dois Bons Natais...

BlueShell disse...

Já te disse que gosto do que escreves?

As festas são as festas...há que as gozar em pleno. Uma quadra cheia de “coisas” boas são os votos de
BLUESHELL

maré cheia disse...

olá
é mesmo muito bom reencontrarmo-nos, como se tivessemos saudades de alguém, que está lá todos os dias nos lembra que existe mas não aparece... até um dia. Gostei