9 de fevereiro de 2007

a vida que se repete

Dá um medo.
Um daqueles medos que não se sente na realidade, em que não se pensa, mas que está continuamente presente. Dá um medo estranho. Daqueles em que a vontade é sempre maior e os passos são sempre gigantes porque esse medo, está lá e porque esse medo quase não existe perante a urgência. A urgência de ir é sempre maior. Sempre grande.
E há uma vontade permanente de chegar a um qualquer lugar. Quero lá chegar. Não sei onde. Sei porquê. Apesar do medo.
E depois, às vezes, é nada o chegar. Porque a vontade é maior que o destino. O destino às vezes é nada, algumas vezes. Outras vezes o caminho é tão fácil perante o imenso chegar.
Já cá estou. E agora? O que faço agora? Fico? Só? Quieta, imóvel. Avanço mais, espero. Gozo?
Dá um medo o consolo. Parece que tudo se perde quando alcançado. Parece que tudo se reinventa e a vida começa outra vez. O chegar nunca é único, isolado.
É constante. Quero chegar. Quero chegar.
E se chego, a ideia repete-se e repete-se a vida.

4 comentários:

Paula e Rui Lima disse...

Olá!

Se gostas de cinema vem visitar-nos em

www.paixoesedesejos.blogspot.com

todos os dias falamos de um filme diferente
Paula e Rui Lima

Conceição Bernardino disse...

Olá,
“A paciência tem mais poder do que a força”. Não meça um ser humano pelo seu poder político e financeiro. Meça-o pela grandeza dos seus sonhos e pela paciência em os executar.
Frase de Plutarco,


ConceiçãoB
Uma boa semana
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

Daniela disse...

Como te compreendo! :)
Parabéns pelo blog... tem um lay out fantastico!
Bjs

O Micróbio II disse...

E é dessas (e por essas) repetições que se vive!