7 de janeiro de 2005

lânguido

do tempo dual para segundo impacto

o corpo esquecido de si
ou esquecido de uma qualquer
coisa que lhe desse alento– o torpor
que começa num ponto
preciso ao fundo das costas–

o corpo
lembremos
entregue à ideia de um olhar lânguido
em rosto de prometida
volúpia– um cansaço que
se suspeita extático

Cláudia Caetano

4 comentários:

Angel disse...

Bonito!
:) * * *

augustoM disse...

O que o poema me parece quer ter transmitir é a imagem do desalento, como força inerte e insuperável, fazendo parte da própria vida. Não sei se acertei ou disse alguma coisa desajustada. As formas poéticas não são o meu forte.
Um abraço. Augusto

mfc disse...

A calma de um desejo quase satisfeito!

BlueShell disse...

Olha...gostei...desse corpo, desse rosto...dessa calma...pelo menos aparente! Jinho, Bs